"Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna."
João 3 .13
Essas são palavras de Jesus. Talvez as mais conhecidas de toda a Bíblia. Mas também estão entre as mais profundas.
O Novo Testamento foi escrito em grego. E, nesse versículo, o verbo “crer” não aparece como algo pontual, isolado no passado. Ele carrega a ideia de continuidade.
Não é apenas “quem creu”.
É “quem crê… e continua crendo”.
Não é um momento.
É um caminho.
Crer, aqui, não é só admitir que Jesus existe. Não é apenas repetir uma declaração de fé. Não é um evento religioso que aconteceu um dia.
É permanência.
É confiança contínua.
É relacionamento vivo.
A própria Escritura diz em Tiago 2:19 que até os demônios creem que Deus existe. Eles sabem quem Ele é. Reconhecem Seu poder. Mas não se relacionam com Ele. Não confiam. Não se entregam.
Então existe uma diferença silenciosa, mas decisiva:
Acreditar é reconhecer uma existência.
Crer é confiar a própria vida.
Acreditar é informação.
Crer é transformação.
Crer, no sentido de João 3:16, é entrar em relação com o Autor da vida. É permitir que essa confiança molde decisões, pensamentos e atitudes. É permanecer ligado, como quem respira.
Vida eterna, então, não é apenas duração infinita.
É qualidade de relação.
Não começa depois da morte.
Começa quando a fé deixa de ser discurso e se torna vínculo.
Talvez a pergunta não seja: “Eu acredito em Deus?”
Mas: “Eu estou vivendo em confiança contínua com Ele?”
Porque crer não é apenas saber sobre Cristo.
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