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terça-feira, 22 de setembro de 2015

Somos movidos por quê?

Muitas vezes nos afogamos nos próprios sonhos. Esbarramos nas metas que criamos. Tropeçamos em desejos que, no fundo, apenas refletem nossas vontades.

Mas a pergunta essencial é: o que realmente nos move?


Não é preciso um tratado acadêmico para começar a pensar nisso. Basta observar. Tudo o que desejamos passa, primeiro, pelos sentidos. Vemos, ouvimos, tocamos, cheiramos, provamos — e assim interpretamos o mundo. O corpo é a ponte das sensações.

Mas não somos só corpo. Há a alma — onde moram as vontades, os afetos, os medos, as decisões. Assim como o corpo sente fome de alimento, a alma sente fome de sentido, de pertencimento, de amor.

Construímos o corpo com o que ingerimos e com a forma como o tratamos. Com a alma não é diferente. O que lemos, o que assistimos, as conversas que cultivamos, as dores que guardamos — tudo isso molda nosso caráter. Alimentamos pensamentos, e eles passam a nos alimentar de volta.

Então, voltamos à pergunta: somos movidos por quê?

Pelo que consumimos. Pelo que admiramos. Pelo que repetimos. Nossos sonhos raramente nascem do nada — são respostas a experiências, influências, ausências. Até o que acreditamos ser “original” carrega marcas da nossa história, da nossa família, do nosso tempo.

Isso significa que tudo em nós tem um contexto. Pensamentos têm raízes. Desejos têm memória. Reações têm história.

Talvez o ponto não seja apenas entender o que queremos, mas investigar de onde vem o que queremos.

Somos formados não só pelo que é visível, mas principalmente pelo invisível: um olhar que marcou, uma palavra que feriu, um silêncio que faltou, um gesto que acolheu. Pequenas experiências constroem grandes direções.

Por isso, viver bem exige consciência. Construir a vida com calma, com profundidade. Nem só lógica, nem só emoção. Nem só impulso, nem só cálculo. Mas verdade.

Uma vida que valha um sorriso sincero. Uma lágrima honesta. Um abraço que faça sentido. Anos de esforço que sustentem algo real.

No fim, talvez viver seja isso: prestar atenção ao que nos constrói — para então construir sonhos que realmente valham a pena ser vividos.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Nome


Todos nós nos comparamos. O tempo todo.
Medimos nosso valor pelo olhar do outro. Ajustamos nosso jeito, nossas opiniões, até nossos sonhos — tudo para caber nas expectativas alheias.

Mas já parou para pensar?
Por que queremos tanto ser aceitos a ponto de deixar de ser verdadeiros?

Muitos vivem tentando ser outra pessoa. Questionam por que não são mais bonitos, mais bem-sucedidos, mais carismáticos. Outros deixam que a opinião dos outros dite suas escolhas. Agem para agradar, moldam a personalidade para pertencer — mesmo sabendo, no íntimo, que estão representando um papel.

E então surge a pergunta inevitável:
se não conseguimos aceitar quem somos, por que esperamos que os outros aceitem?

Talvez nossa obsessão pelo julgamento alheio revele algo mais profundo: desconhecemos a nós mesmos. Quem sabe, se tivéssemos coragem de encarar nosso verdadeiro eu — sem filtros, sem comparações — a vida dos outros perderia tanto peso.

Autoconhecimento liberta.
Quando sabemos quem somos, a opinião externa deixa de ser sentença e passa a ser apenas ruído.

Talvez o problema nunca tenha sido o que os outros pensam.
Talvez seja o fato de ainda não termos descoberto, com sinceridade, quem realmente somos — e para que fomos feitos.

Quando isso acontece, a comparação perde força.
E começamos, enfim, a viver não para impressionar pessoas, mas para viver com sentido.

terça-feira, 23 de junho de 2015

O reino e suas moradas

Enquanto Jesus anunciava um Reino de amor, muitos esperavam um império de força. Queriam um rei político, um general capaz de derrotar Roma e restaurar o poder de Israel. Diante de alguém que falava de perdão, serviço e cruz, preferiram a decepção. E o deixaram morrer — porque não correspondia às suas expectativas.

Poucos creram. E somente com a ação do Espírito compreenderam: o Reino havia sido inaugurado, mas não nos moldes deste mundo. Está presente, mas não se esgota aqui

Enquanto muitos aguardavam poder, Jesus se revelou como irmão. Não veio conquistar Roma, mas resgatar corações. Não veio ocupar o trono de César, mas confrontar o trono do ego.

Ele aponta para a casa do Pai, para uma realidade eterna. Mas nós insistimos em construir versões religiosas de poder aqui: política “gospel”, cultura “gospel”, influência “gospel”. Como se o Reino pudesse ser reduzido a rótulos e estruturas.

Roma dominou pelo poder. Babilônia dominou pelo poder. Israel sonhou em dominar pelo poder.
Hoje, parte do cristianismo também sonha com poder.

Percebe o padrão?

Talvez a grande tentação nunca tenha sido abandonar Deus, mas usar Deus como meio de domínio. Preferir influência a serviço. Controle a cruz.

O Reino que Jesus anunciou não se impõe — se oferece. Não cresce pela força — cresce pelo amor.

A pergunta permanece: queremos o Reino de Cristo… ou apenas o poder que imaginamos que ele deveria ter?

Fora do amor não é possível a vida

Em Evangelho de Lucas 10, Jesus já era conhecido. Curava, ensinava, confrontava. Era amado pelo povo e questionado pelos líderes religiosos. Sentava-se com pecadores, tocava feridos, curava no sábado. Para muitos mestres da Lei, isso era inaceitável — colocavam a regra acima da misericórdia.

Então, um perito na lei o testa:
“Que farei para herdar a vida eterna?”

Jesus responde com outra pergunta: “O que está escrito? Como você lê?”

O homem resume a Lei com precisão: amar a Deus sobre tudo e ao próximo como a si mesmo.
Jesus confirma: “Você respondeu corretamente. Faça isso — e viverá.”

Mas ali está o ponto central: viver.
A vida eterna não começa depois da morte; começa onde o amor começa.

O doutor da lei, tentando se justificar, pergunta: “E quem é o meu próximo?”
Ele queria limites. Queria saber até onde sua responsabilidade ia. Queria uma definição confortável.

Jesus muda a pergunta.
Em vez de “quem é o próximo?”, Ele conta a história do homem ferido na estrada.

Um sacerdote vê — e passa.
Um levita vê — e passa.
Eles não ignoram por falta de visão, mas por falta de disposição. Ver não é o mesmo que amar.

Quantas vezes fazemos o mesmo?
Desviamos o olhar para não assumir responsabilidade. Fingimos que não é conosco.

Então surge o improvável: um samaritano — alguém desprezado culturalmente. Ele vê e sente compaixão. Não calcula riscos, não mede conveniência. Ele simplesmente ama. Cuida das feridas. Paga o preço. Fica vulnerável.

Jesus encerra perguntando: “Qual deles foi o próximo?”

Percebe a inversão?
A questão nunca foi identificar quem merece amor. A questão é tornar-se amor onde há dor.

Se procuramos limites para amar, talvez ainda não tenhamos entendido o amor. O amor não trabalha com fronteiras. Ele não pergunta “até onde?”, mas “como posso servir?”.

E há consolo nisso. Porque o mesmo Cristo que nos chama a ser próximos é Aquele que se aproximou de nós quando estávamos caídos à beira do caminho.

Ele nos viu.
Ele não passou de largo.
Ele pagou o preço.

Se Deus é amor, então nunca estamos sozinhos na estrada. E, quando somos alcançados por esse amor, descobrimos que amar deixa de ser obrigação — e se torna resposta.



Fonte de inspiração: https://www.youtube.com/watch?v=j-cJVFWOupc  (10 min)



Todos caminhos á Roma, e somente um a Deus

Jesus pregava e afirmava ser o Messias anunciado pelos profetas. Realizava milagres, ensinava com autoridade, reunia multidões.

Então surge a pergunta inevitável:
se Ele dizia a verdade, por que não foi aceito?

Talvez a resposta esteja na expectativa.

O povo de Israel esperava um Messias político. Um líder forte, estratégico, capaz de enfrentar Roma, restaurar o trono de Israel e devolver o esplendor nacional. Esperavam um governante. Um libertador militar. Um chefe de Estado.

Mas Jesus não levantou exércitos.
Levantou consciências.

Ele falava de Reino — mas não de um território. Falava de conversão, não de conquista. Sua revolução não começava nos palácios, mas no coração.

E isso desconcerta.

Para os romanos, qualquer discurso sobre “reino” soava político. Mesmo que Jesus falasse do Reino dos Céus, o imaginário romano só conhecia reinos terrenos. Poder, domínio, controle.

Para a elite religiosa, Ele era perigoso porque expunha hipocrisias.
Para Roma, poderia se tornar perigoso porque despertava o povo.

Seus milagres libertavam.
Suas curas restauravam dignidade.
A multiplicação do pão questionava desigualdades.

Não era apenas espiritualidade — era transformação social.

Então, a questão talvez não seja:
“Por que não aceitaram Jesus?”

Mas outra, mais profunda:
Quando Deus se manifesta de forma diferente da nossa expectativa, somos capazes de reconhecê-Lo?

Esperamos um salvador que confirme nossas ideias — ou estamos dispostos a seguir um Reino que começa dentro de nós?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Bases

A unica igreja verdadeira e genuína de Cristo, fundada pelo próprio Jesus com sua morte e ressurreição, passou por vários momentos ate o dia de hoje, foram diversos contextos históricos, culturais com psicologias e vivencias totalmente diferentes.
 E podemos notar que dentro de cada contexto histórico por onde a igreja passou sempre sofreu com incessantes lutas contra as mentiras e manipulações por poder, sempre que se envolvia a religião com politica e mercado se perdia as bases bíblicas e se montava um império religioso fundado em egoismo e ganancia por poder.

 Sempre foi assim, pois o homem sempre busca viver por sua própria vontade, quando não se baseia na palavra de Deus para se fazer as coisas de Deus; também não se faz a vontade do diabo propriamente dita, se pararmos para pensar não é a sua vontade que ele quer que faça-mos, mas sim a nossa própria vontade, por quanto que a nossa vontade não é a vontade de Deus.
 Isso significa que o inimigo de nossas almas não gasta tempo e esforço para ter adoradores prostados e fazendo a sua vontade, mas gasta tempo nos pondo as nossas próprias vontades e necessidades; Assim Jesus foi tentado quando estava no deserto, foram todas tentações que o convidavam para ter suas necessidades físicas e psicológicas sanadas, jesus já estava há muitos dias orando e  buscando a Deus no deserto, e satanás vem querendo mostrar as necessidades humanas: Transforme as pedras em pão! Peça para que os anjos cuidem de Ti! Se dobre diante mim, que te darei todos os povos, reinado absoluto, riquesas e tudo que quiser na visão terrena.
 Da mesma forma que foi com nosso senhor Jesus, com os apóstolos e com tantos outros como John Wycliffe, Jon Has, Martinho Lutero, Dietric Bonhoeffr dentre tantos outros mártires do protestantismo, pessoas que acreditaram na Palavra de Deus, e não se curvaram nem ao Governo nem a Religião predominante, muito menos a suas próprias vontades e necessidades.

"Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados
(Dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra."Hebreus 11:37-38

Ainda hoje, com uma cultura totalmente diferente e diversificada, com uma sociedade que se modifica e se capitaliza a cada dia, buscando só o lucro, com uma religião totalmente pueril, onde por exemplo se funde várias outras formando uma só para chamar a massa, assim é o pentecostalismo e neo-pentecostalismo, catolicismo carismatico, e tantas outras bases religiosas que se adaptam e dobrarão-se ao tempo e circunstancias.
 Mas o evangelho puro não é assim, mas as bases do Reino de Cristo não se assemelham a deste mundo presente. 
Se a Palavra de Cristo não for nossa base de escolha e vivencias, nos basearemos em nossas necessidades sociais, econômicas e religiosas.      

 Mas para todos que acreditam na Palavra e a vivem, não recebem recompensa aqui e daqui, mas serão recompensados diretamente pelo Deus pai, e aqui na terra serão a Igreja verdadeira de Cristo, pura santa e imaculada, serão os mártires e responsáveis pela vivencia e continuidade do evangelho do Reino de Deus.

E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa,
Provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados.
Hebreus 11:39-40