Poucos creram. E somente com a ação do Espírito compreenderam: o Reino havia sido inaugurado, mas não nos moldes deste mundo. Está presente, mas não se esgota aqui
Enquanto muitos aguardavam poder, Jesus se revelou como irmão. Não veio conquistar Roma, mas resgatar corações. Não veio ocupar o trono de César, mas confrontar o trono do ego.
Ele aponta para a casa do Pai, para uma realidade eterna. Mas nós insistimos em construir versões religiosas de poder aqui: política “gospel”, cultura “gospel”, influência “gospel”. Como se o Reino pudesse ser reduzido a rótulos e estruturas.
Roma dominou pelo poder. Babilônia dominou pelo poder. Israel sonhou em dominar pelo poder.
Hoje, parte do cristianismo também sonha com poder.
Percebe o padrão?
Talvez a grande tentação nunca tenha sido abandonar Deus, mas usar Deus como meio de domínio. Preferir influência a serviço. Controle a cruz.
O Reino que Jesus anunciou não se impõe — se oferece. Não cresce pela força — cresce pelo amor.
A pergunta permanece: queremos o Reino de Cristo… ou apenas o poder que imaginamos que ele deveria ter?
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